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Facisc pede mais infraestrutura para 2010

A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) avalia 2009 como um ano positivo para o Estado e vê que em 2010 o gargalo está na infraestrutura. O presidente da entidade, Alaor Tissot, acredita que o Estado terminará o ano bem. “Acontece que muitas vezes escutamos catastrofistas por aí e não vamos no boteco escutar o que o povo está fa-lando, ouvimos muito sujeito metido a especialista que não tem compromisso com nada do que fala, nós precisamos acabar com isso”, revela. Sobre a crise financeira de 2009 Tissot acredita que o Brasil recebeu o  problema de moradia nos Estados Unidos, isso se transformou em uma catástrofe mundial, e pergunta: “Por que? Porque nós aceitamos essa história. É isso que nós fizemos, é o efeito manada, se o primeiro boi sai correndo todos correm e cai todo mundo no precipício. Mas eu acho que vamos terminar 2009 bem, sem problema nenhum”.

 

Infraestrutura

Um dos problemas mais graves avaliados por Tissot é a falta de infraestrutura, não apenas de Santa Catarina, mas de todo o Brasil. “Não temos infraestrutura para aguentar os crescimentos que muitos economistas e até nós mesmos pregamos. Dizemos que precisamos crescer igual a China, por exemplo. Crescer igual à China de que jeito? Cadê as rodo¬vias, os portos, aeroportos, o sistema ferroviário? A produção para tudo isso? Eletricidade?”, indaga Tissot.   Para o próximo ano ele recomenda que ocrescimento deve ser planejado, pensar na infraestrutura, porque o país não vai parar de crescer. “Eu vejo que o Brasil continua sendo o país do futuro, desgraçadamente em 1950 eu escutava a mesma coisa, que nós somos o país do futuro, chegamos até 2009 e continuamos sendo, não te¬nho dúvidas de que 2010 será melhor ainda”.

 

Sobre o tão esperado crescimento econômico Tissot avalia: “Não acredito em crescimento acima de 5% porque não temos estrutura para isso, mas nós temos um povo, que diferentemente do resto do mundo, faz tudo o que eles fazem lá fora e ainda melhor”.

 

Reforma Fiscal

A FACISC pretende  atuar nos próximos dois anos em um projeto de reforma fiscal. A proposta foi sugerida pelo presidente da Associação Empresarial de Joinville (Acij), Carlos Rodolfo Schneider, e inclui a reforma tributária. “O Schneider está percorrendo o Brasil e precisamos ter esta proposta terminada no ano que vem, para ver se o novo governo, falamos aí de União e Estados - principalmente União - topam incrementar um novo modelo, uma reforma fiscal mesmo, em que se tem a responsabilidade de todos os entes, para que sobre dinheiro para investimentos e possamos sair dos gargalos”, justifica. Ele analisa que hoje não sobra dinheiro para investimento ou para tocar as grandes obras. “Esse é o grande problema do Brasil. Não saímos nem para a iniciativa privada, as parcerias público-privadas pouco estão andando”.

 

Royalties do Pré-sal

Tissot acredita que o pré-sal vai trazer novos investimentos para Santa Catarina e que toda a cadeia produtiva vai ter um crescimento considerável, mas indaga sobre o direcionamento do dinheiro dos royalties. “Eu tenho uma proposta. Eu proponho que cada brasileiro receba uma parte dos royalties do pré-sal, que esse dinheiro seja distribuído por CPF (Cadastro de Pessoas Físicas). O dinheiro será muito melhor aproveitado na mão de cada brasileiro. O que o Rio de Janeiro tem feito com R$ 22 bilhões ao ano que eles já recebem? A ministra (Dilma Roussef, da Casa Civil) disse o seguinte: “O pré-sal é de vocês”, será? O modelo de partilha não mexe nos royalties, por isso eu penso, por que não mexer nos royalties? Proponho isso, são cerca de R$ 88 bilhões, alguns trilhões de dólares quando se tiver explorado tudo, não sei o quanto esse montante daria para cada brasileiro, mas isso se transforma em consumo, mesmo, e não em algumas bandalheiras em que se torna essa brincadeira toda”.

 

Facisc

O Sistema FACISC – Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina  - que contempla 24 mil empresas associadas a 145 associações empresariais do estado de Santa Catarina. É o maior sistema associativista do estado de contribuição espontânea e dedicação voluntária. Além disso, contempla os mais diversos setores da economia como comércio, serviços, indústria, turismo, agro-negócios, profissionais liberais  e demais formas organizadas de desenvolvimento e fomento empresarial.