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Redução da jornada de trabalho atrai empresários para o ACIRS DEBATE
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 Nesta manhã de quinta-feira, 18 de fevereiro, os empresários do Alto Vale voltaram a acordar cedo para participar do ACIRS DEBATE, no Centro Empresarial. Mais de 50 empresários, lojistas e imprensa, assistiram à palestra da Coordenadora da Câmara de Relações do Trabalho da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Maria Antônia Amboni, sobre o impacto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz a jornada de trabalho de 44h para 40 horas semanais sem redução de salário e aumenta para 75% o valor da hora extra.
 
A matéria está tramitando no Congresso Nacional sem previsão de votação, no entanto, tem gerado polêmica em todo o país e indignação à classe empresarial. A redução da jornada de trabalho é defendida pelos sindicalistas que acreditam que, a lei estimulará a geração de empregos. Porém, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) assim como o Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM) e de outros estados, são contrários à redução da jornada.
 
Segundo Maria Antônia, o impacto da proposta é negativo à saúde financeira das empresas, sejam pequenas, médias ou de grande porte, já que a redução da jornada de trabalho sem a redução dos salários, aumentaria os custos da folha de pagamento, aumentaria os encargos com as horas-extras, acarretando ainda a perda de competitividade e o aumento da informalidade. “Teremos dificuldade para competir em nível internacional, tanto com o aumento de custos para a exportação de nossos produtos, quanto com a dificuldade de competir com as empresas e produtos estrangeiros no nosso mercado interno. Os países emergentes têm condições mais competitivas do que a nossa”, avalia o presidente da ACIRS, André Armin Odebrecht.
 
A classe empresarial continua defendendo a livre negociação trabalhista. Para Odebrecht, ainda falta flexibilização da legislação trabalhista brasileira, a qual deveria ser reformada. “É uma inconveniência política propor esta matéria em ano eleitoral. As empresas ainda estão se recuperando da crise financeira e não concordam com esta proposta impositiva”, reforça Maria Antônia. 
 
19/02/2010
 
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